Arquivo da tag: gospel

O Apostolo dos Pés Sangrentos

 

Estou disponibilizando o Livro O Apostolo dos Pés Sangrentos, que li no meu primeiro momento na caminhada de fé e confesso que me impulsionou ministerialmente e como cristão. Poucos homens marcaram tanto a terra com seu testemunho e pregação como esse indiano.

O Apóstolo dos Pés Sangrentos – Boanerges Ribeiro

Click para salvar em PDF.

A armadura de Saul

A armadura de Saul
A Armadura de Saul

A armadura de Saul

 

38 – E Saul vestiu a Davi de suas vestes, e pôs-lhe sobre a cabeça um capacete de bronze; e o vestiu de uma couraça.

39 – E Davi cingiu a espada sobre as suas vestes, e começou a andar; porém nunca o havia experimentado; então disse Davi a Saul: Não posso andar com isto, pois nunca o experimentei. E Davi tirou aquilo de sobre si.

40 – E tomou o seu cajado na mão, e escolheu para si cinco seixos do ribeiro, e pô-los no alforje de pastor, que trazia, a saber, no surrão, e lançou mão da sua funda; e foi aproximando-se do filisteu.

I Samuel 17:38-40

“Embora seja evangélico e escreva freqüentemente sobre minha fé, nunca aceitei a igreja com facilidade. Algumas vezes, sinto-me fora de lugar dentro dela e tento ajustar-me, como alguém que procura fazer com que um paletó de outro tamanho lhe sirva bem.”

Philip Yansey

(Baseado o livro de Philip Yansey “Perguntas que Precisam de Respostas”)

* Como Deus é?

Visão teológica:

Lógico? Ordeiro? Imutável? Inefável?

Visão Bíblica:

Emocional, flexível, venerável, apaixonado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Temos vivido em meio a uma geração que está cada dia mais apática e esquecida do fervor e do fogo que outrora queimou nossos corações. A conseqüência disso é o descontrolado número de pastores envolvidos com entidades satânicas como a maçonaria, apenas por vaidade, para crescer financeiramente e aparecer na mídia.

Outro fator que esta marcando essa geração é a juventude que acostumada com o mundanismo e não busca mais as experiências verdadeiras e genuínas com Deus, até porque não foram apresentados a elas, o que está acarretando em um grupo de pessoas que nunca tiveram nem mesmo uma experiência com o Espírito Santo e com seu fogo renovador.

A minha alma chora por esses jovens, pois os dias estão passando, e seremos chocados com a volta de Cristo e o reinado do anticristo, porém a igreja não escuta mais falar sobre esses temas, nem sobre santidade, mais apenas sobre sucesso pessoal e prosperidade. O povo que viu os sinais do céu e conseguiram isso em montes, vigílias e retiros espirituais, sem falar em uma disciplina diária de jejum, oração, leitura da palavra e jejuns. Hoje os retiros são verdadeiros clubes, sem nenhuma experiência, mais regado a muito futebol, conversas nada edificantes, banhos de piscinas e piadas, muitas piadas. O monte hoje ficou extinto, e o fim chegando.

Um pastor confessa em vídeo na internet que seus testemunhos e fatos relatados como sendo dele, na sua maioria eram mentira, ou pertenciam a outras pessoas, detalhe é que era alguém por que eu mesmo comprei seu CDs e fui a suas ministrações, mais era tudo fogo estranho, não fogo do céu (leia meu texto sobre a chuva de Deus).

Será que veremos essa geração nas alturas quando o Senhor vier nos buscar?

Peço ao Pai todos os dias que seja breve, e não se esqueça do que estamos vivendo aqui, e de como está sendo difícil ver as pessoas que andaram ao nosso lado escorregando no lodo da vida devassa e caindo nas galerias eternas do inferno. Choro por meus três filhos, pois temo vê-los crescendo em meio a essa geração e com esses exemplos de pessoas que escolheram a morte, ao invés de uma vida eterna com Cristo e uma vida abundante aqui na terra até que Ele venha.

E quanto à igreja, vejo tudo, menos uma casa de oração. Pessoas fazem musica, mais não em espírito e em verdade. Não estou generalizando, pois ainda existem alguns que buscam o verdadeiro evangelho.

Serão necessário outros Luteros, outros Wesleys, John Huss para reformar a igreja, e nos levar de volta ao evangelho?

Ontem estávamos em um evento em Nova Odessa, quando um dos palestrantes falou uma frase “A roupa de Saul”, e de tudo que tinha escutado naqueles dias, essa palavra me subiu ao coração com um sentimento diferente, pois eu tinha orado exatamente ali, para que me viesse respostas sobre o que fazer em relação ao corpo de Deus que esta entre nós e os que viriam (povo, almas). Eu estava em um seminário recheado de grandes e modernos equipamentos de mídia, de som e imagem. Homens que já viajaram o mundo todo estavam falando a nós, e a gigantesca quantidade de pessoas ali, em grande parte pastores, tinha templos, aparelhagem de som e seus derivados, tão grande quanto aqueles. Eu, porém nada tinha, e nem acredito naquilo, pois é dinheiro de Deus empregado erroneamente. Mais ai Deus falou comigo, que Davi tinha matado uma ursa e uma leoa apenas com o que tinha, e não precisaria daquela grande armadura de Saul, ele foi com o que tinha, um cajado de pastor, uma funda e cinco pedrinhas redondas.

Se já não bastasse estar diante de um gigante, ainda temos que estar vestido em uma imensa armadura que vai gerar desconforto e peso. Assim tem sido com aqueles que abraçam CNPJ, grandes contas de água, luz, empregados e demais encargos com aquilo que não é pão.

Vi ali profecia daqueles homens para que levantasse apóstolos, pastores, bispos, levitas, mais engraçado e que eles não oraram para que Deus levantasse missionários. Sabe por quê? Não existe mais, pois quem vai abrir mãos de seus sonhos, indo para uma terra estranha, seguindo sua missão, e passar fome porque sua igreja é egoísta e as contas estão aparecendo e já não cuidam mais dele. Ouvi essa história inúmeras vezes.

Em algumas missões como a JOCUM – Jovens Com Uma Missão, homens são treinados a servir, cavando poços a mão, construindo cômodos, comendo pão seco e dando graça por ele, pois como você acha que será no campo? Abandono, fome, andarão nus e sem se quer receber cartas de suas igrejas.

Eu sei como é, pois eu fui para o campo algumas vezes em minha vida ministerial.

Mais podemos viver sem isso, quando o Senhor nos chama Ele cuida. Deus vai levantar outras pessoas, outros recursos, e vamos com o que temos, pois o gigante vai cair no nome do Senhor mesmo!

Não são as armas e a qualidade delas que nos fará vencer a batalha contra o gigante, mais o nome de quem nos envia contra ele.

Entendi o recado com apenas essa frase. Agora sei que só preciso de armas espirituais, só o que já tenho. Não são templos que agradam ao Senhor, pelo contrário, isso é dinheiro mal empregado, dinheiro errado. Vamos como a igreja de Atos, como a igreja primeira, sendo realmente Igreja e não templo, mais corpo e família.

Que essas sejam as nossas armas contra o gigante, porém o gigante não é apenas um filisteu (o pecado, a impiedade, as almas perdidas para o inferno), temos um grandão a nossa frente, as estruturas eclesiásticas, os homens robotizados pela massificação sobre dizimo e oferta, ensinando o povo errado sobre isso, e fazendo com que fiquem em transe obedecendo ao chefe segamente.

Podem me taxar de perigoso, mais sou verdade, e não luto por uma causa humana, por uma bandeira, nem mesmo por uma ideologia, mais sigo a cruz da qual ninguém mais prega, e então, sou perigoso mesmo, pois prego verdades, sem nenhum medo de andar sozinho, ser abandonado por muitos ou que a maioria nem se quer me queiram ouvir. Aliás, prefiro que me achem assim, o homem mais perigoso do primeiro século era meu Mestre.

Então, sejamos perigosos todos, sem frouxura ou medo, sem limite, sem covardia, não pense infamemente como antes, “ah o povo vai embora se eu pregar coisas assim”, então que vão, mais pregue a verdade, pois se não somos donos de estruturas, não precisamos mentir a respeito do dinheiro deles, então eles voltam a serem apenas ovelhas, como nós. Sem achar que somos maiores do que eles, igualmente, irmãos mais instruídos e não donos deles.

Não precisamos dos aparatos tecnológicos, mesas de som, prédios, para derrotar o pecado, o mundo e a impiedade. Temos braços, pernas, voz… No meu caso ainda tenho um carro, um violão e uma bíblia, para quê mais?

 

Igreja não é um prédio, igreja é um corpo, igreja é Koinonia, comunhão de pessoas com o desejo de adorarem a Cristo.

 

Continuaremos usando aparatos vazios, desarraigados, mas caros, pesados e que nos prendem. Prédios com contas e despesas imensas, sendo que nossos Davis não são mais enviados ao campo missionário, não são sustentados pelo grupo, não tem mais vontade de seguir na jornada do seu chamado.

 

As vidas continuam mortas, apesar da rouba bonita que colocamos sobre denominações. Prédios realmente bem vestidos, de ouro, púrpura e marfim, mas pesados, não fazem aquilo pelo qual foram criados, é apenas um choquinho de leve, nada verdadeiro como deveria ser a igreja. Homens sem roupagem nenhuma iam às praças em caixotes e ali 5000, 3000 almas se entregavam ao reino com suas vidas mudadas, prontos a tomarem seus caixotes e seguirem nesse mesmo mover, esses eram como Davi. Você conhece alguém assim nessa geração? Porque essas coisas não acontecem mais? Porque não existe mais um espírito de graça e súplica em nós.

Mas sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim, a quem traspassaram; e pranteá-lo-ão sobre ele, como quem pranteia pelo filho unigênito; e chorarão amargamente por ele, como se chora amargamente pelo primogênito.

Zacarias 12:10

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças.

Filipenses 4:6

 

Wesley, Moody, Finney… Recentemente, Aime Semple Mcpherson, os pastores da antiga Cruzada Nacional de Evangelização “tenda”, mais que viraram denominações, prédios e perderam sua força de Davi.

 

Que deus tenha misericórdia de nós,

Voltemos ao evangelho!

 

Baseado no livro "Perguntas que precisam de resposta - Philip Yansey"