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Aberta a temporada de caça aos profetas

Aberta a temporada de caça aos profetas

Tempo onde reconheceremos os verdadeiros homens de Deus.

 

Vocês serão expulsos das sinagogas; de fato, virá o tempo quando quem os matar pensará que está prestando culto a Deus. “
João 16:2

 

Quando no ano de 1994, tive meu encontro com aquele que mesmo vivendo em imundícias, indigno, perdido, sujo, ainda assim me amou e me recebeu como filho, me amando como eu nunca fui amado, recebi também o comissionamento para pregar sua palavra. Um misto de medo e de alegria me invadiu, pois o Rei da glória me chamava para viver dEle, para Ele e por Ele.

Por todo lado eu havia vagado, e nunca encontrei nenhum valor. Quando em meio a maior perdição encontro a resposta para minha existência, o sentimento é que havia perdido muito tempo, muito tempo mesmo. Me sentia como uma criança perdida que reencontra seu pai. Minhas esperanças retornaram, me senti feliz e útil.

Eu havia estudado teatro no mundo, então logo me coloquei a disposição da minha igreja para implementação de um grupo de teatro com as crianças, essas das quais eu já dava aulas na escola dominical. Que grande benção, estava sendo útil e meu trabalho estava dando muitos frutos, pois minha classe era uma das mais cheias, a criançada toda queria ver aquele professor de cabelos compridos e que lia a bíblia enquanto desenhava as histórias no quadro negro. O grupo de teatro se apresentou pela primeira vez e a igreja não conteve o choro ao ver Deus usando suas crianças.

Isso deveria ser algo bom, porém, eu fui expulso pelo diretor da escola dominical, pois eu iria incentivar as crianças a deixarem seus cabelos crescer e coisas desse tipo.

Sai arrasado da igreja, me sentei na calçada chorando copiosamente, pois eu havia dedicado todo o meu amor naquilo que fiz, e os frutos eram visíveis. Foi quando uma irmã chamada Fátima me consolou dizendo que só atiramos pedras em uma árvore, quando vemos os frutos.

Isso na verdade me libertou, pois fui para o campo missionário logo depois. O tal líder diretor da escola dominical, logo depois deixou sua família e fugiu com sua secretária, abandonando sua casa, seus filhos e tudo mais. Engraçado é que meu cabelo poderia ser um mal exemplo.

Passei muitas dificuldades em meu tempo de pregação do evangelho. Entre tantos, eu não tive onde dormir por algum tempo, dormindo em um tapete onde se guardava uma velha bateria, comendo a metade da marmita da zeladora, Dona Maria que por misericórdia dividia sua refeição comigo. Mais o mais doloroso era quando todos saiam para uma lanchonete e me chamavam, então eu ficava ali, vendo os irmãos comendo, enquanto curtia minha fome.

Esse era o evangelho vivido por muitos naquele tempo, mais eu permanecia fiel, pois sabia de onde o Senhor havia me retirado.

Não foram fáceis os anos que passei lutando para sobreviver dentro da instituição, porém nem imaginava as perseguições que estavam por vir e como o evangelho se tornaria mais absurdamente corrompido do que já estava.

Continuo vendo e provando essas discrepâncias cada dia de uma forma mais intensa dentro do meio cristão. E o que me deixa mais triste é que quando Deus usa alguém, em vez de a “igreja” se sentir feliz porque Deus está visitando o seu povo, na verdade algumas lideranças começam a perseguir e difamar. Hoje não sou bem vindo em muita denominações exatamente pelo que Deus fez. Parece que as pessoas teme perder aquilo que nunca foi seu, pois as ovelhas pertencem ao verdadeiro pastor e bispo de nossas almas e não a homens. Isso deixa bem claro o que é relatado em todo o livro de Judas, quando fala sobre pastores que apascentam a si mesmo por seus próprios interesses.

Cada dia que passa vejo a presença do Senhor se esvaziando, e cada dia mais as pessoas sentem o desejo de buscar a deus sozinhas por terem sofrido algum tipo de abuso por esses tais “ungidos”, e dentro do meio evangélico, continua o medo de tocar no ungido do Senhor, ou autoridade sobre sua vida. Isso tudo é balela, ungido é Cristo, o resto é gente, pessoas iguais a mim, que vão virar pó e serão julgadas no mesmo tribunal que eu.

É por isso que não creio em um avivamento eminente, mais creio que vira sim um grande juízo sobre a igreja, pois é o fogo que purifica o ouro.

Deus tenha misericórdia de nós.

Pr. Max S. Pond

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Esse é o tempo da apostasia? Essa é a igreja do entretenimento?

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Esse é o tempo da apostasia?

Seria essa a igreja do entretenimento?

 

14 – E ao anjo da igreja que está em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:

15 – Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!

16 – Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.

17 – Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;

18 – Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.

19 – Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.

20 – Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.

21 – Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.

22 – Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.

 

Apocalipse 3:1-22

 

Esse é um dos textos bíblicos mais usados em evangelismo, textos que explanam a salvação e coisas similares, porém, o versículo 20, não diz que Jesus está batendo no coração de um homem pecador, mais pelo contrário, esse texto inicia no capitulo 14 diz que essa carta está endereçada à igreja que está em Laodicéia.

A cidade de Laodicéia situava-se cerca de 80 km de Éfeso e 64km a sudeste de Filadélfia. Era uma cidade muito rica, consistindo em centros de comércio e indústria muito prósperos na época.

A igreja de Laodicéia é designada por Jesus como sendo “morna”, nem fria nem quente, ou indiferente, o que faz com que possamos associar a Igreja de Laodicéia ao período em que a apostasia mais se acentuou na igreja, que começa em 1900 d.C. O termo “morna” é justamente usado em contraposição entre as águas termais quentes da cidade vizinha de Hierápolis e as águas frias e puras de Colossos, o que sugere uma indefinição, ou uma falta de posicionamento por parte dos cristãos laodicenses. Cristãos sem posicionamento definido conferem com o que está escrito em 2 Timóteo 3:5:

Não adianta ter aparência de piedade, mas negar o poder ou eficácia dela. Assim sugere o texto em que Jesus julga a igreja de Laodicéia.

Mais o que mais me deixa intrigado é o fato de que Jesus está de fora, e não dentro daquilo que chamamos de igreja.

Alguns teólogos acreditam que cada carta para as igrejas da Ásia, representa um período da igreja sobre a terra, se isso procede, essa é a igreja que se esqueceu do Senhor, trocando-o pelo amor às riquezas. Ela diz: “Sou rica!”

Nunca se esbanjou tanto dinheiro, nunca houveram tantos templos, tantas cadeiras, tantos condicionadores de ar, tantos eventos, tantos programas de rádio e televisão feita pela “igreja de Cristo”.

Também nunca vi tanta gente que se diz cristão se envolver em lambanças. Terrivelmente o padrão dos ditos cristão é o mais baixo da história, pois nunca se fumou tanto, se foi a festas, bebeu, engravidou fora do casamento, ficou, transou, enganou como agora. Hoje a coisa do “nada a ver” fez com que os crentes pegasse emprestado e não devolvesse, isso é roubo. Crentes que não parecem em nada com o meu Senhor, ou será que Jesus toleraria tanto homossexualismo?  Tanta hipocrisia?

Quero imaginar Jesus vendo todos esses pedidores de dinheiro, que sem nenhum recato, todos os cultos torcem os fiéis para tirar-lhes o que conseguirem. Enquanto isso, missionário é uma espécie cada dia mais rara, pois os que foram, na sua maioria foram abandonados enquanto a igreja começava uma nova reforma.

Esse é o evangelho da cruz? Onde se agradam mais aos homens do que a Cristo? Onde os louvores são direcionados a homens… “eu tenho a marca disso…” “ a minha vida tem sabor de mel…” “Eu vou colher”… “Vou conquistar”… mas no passado, os cristão cantavam “Levarei eu também minha cruz, até por uma coroa trocar”.

Não suporto mais ver oq eu fizeram com o evangelho, que hoje é pregado apenas o que os homens querem ouvir, diluindo a palavra e transformando-a em um suquinho de laranja com pão de queijo, totalmente agradável, mais como disse o saudoso David Wilkerson “evangelho diluído não é evangelho”.

Esse é o evangelho dos homens, o tempo dos homens, para os homens. A igreja que apostatou.

Apenas clamo ao Senhor dos exércitos que tenha misericórdia dos nossos filhos, pois se assim não for, o que será deles, visto que estamos deixando como herança um evangelho e um testemunho estragado.

 

Deus tenha misericórdia de nós.

 

Pr. Max S. Pond.

Anjos em minha casa

“Não vos esqueçais da hospitalidade, porque por ela, alguns, sem o saberem, hospedaram anjos.”
Hebreus 13:02

 

Depois de uma grande tribulação que se abateu sobre minha vida, me mudei para o bairro de Artemis, que fica na região rural de Piracicaba, distante uns 20 quilômetros do centro da cidade. Não era muito confortável e a casa era antiga e cheia de defeitos. O forro de madeira era tão baixo que em dias de calor eu acreditava realmente que estava muito mais quente do que o normal.

Porém essa chácara era bem mais barata que um apartamento minúsculo na cidade, sem falar que eu poderia plantar, criar galinhas e comer um pouco melhor gastando bem menos. Deus na verdade estava me preparando coisas que realmente eu nem esperava, porque eram tempos muito difíceis, e eu estava cada vez mais longe da civilização, longe de tudo e de todos, porém Deus tinha tudo sob controle.

Foi quando vi um homem carrancudo e de semblante muito marcado pela vida. Ofereci o meu bom dia, mais ele não respondeu. Descobri que morava com sua esposa, uma mulher negra de idade avançada e com deficiência de locomoção, que quase nunca saia da janela de sua casa, ficava sempre com aqueles olhos grandes observando quem passava. Ele se chamava Antônio e sua companheira Maria.

Ele Tinha 65 anos e ela 76, não tendo filhos, viviam rodeados de dezenas de galinhas, alguns gatos e um cachorro vira-lata. Tentei por muitas vezes falar com o homem, porém em todas elas eu não tive sucesso algum. Perguntei para os vizinhos o que havia de errado com o homem e eles brincavam dizendo que eu deveria tomar cuidado, pois ele era um lobisomem, fazendo referencia a barba grande e ao cabelo bem comprido. Quanto à dona Maria, eu deveria tomar cuidado, pois se tratava de uma feiticeira que ficava a espreita na janela para escolher sua vitima.

Confesso que quando passava perto da casa deles, e via a senhora na janela, a cena era assustadora, pois o escuro do quarto se confundia a sua pele escura, dando apenas para ver seus olhos grandes ressaltados pelo escuro interno.

Cheguei a pedir a Deus algumas vezes que me desse a chance de conhecê-los para testemunhar do amor de Cristo para eles. Mas minhas orações pareciam não estar sendo respondida. Um dia, quando estacionava o carro, olhei para o lado do portão e assustei com a figura rude que estava ao meu lado; era ele, o homem que muitos temiam, outros odiavam, e como se já me conhecesse há muitos anos começou a falar como uma metralhadora descontrolada, e em menos de 20 minutos havia me contado toda sua vida. Sorriu, aliviado, me mostrando seus dentes. Alguns podres, alguns faltosos, mais um belo sorriso, rebuscado por suas rugas e manchas de sol em sua pele.

No dia seguinte passei por ele na rua, e novamente dei-lhe um bom dia, achei que já fossemos amigos, e sem olhar para mim, respondeu o bom dia, seguindo seu caminho empurrando o velho carrinho de mão cheio de lenha para o fogão.

Depois de muitos ensaios fui conhecendo aos poucos aquela figura digna de um livro. Abandonado em um abrigo para menores, passou a infância sem o pai, depois de ver a mãe morrendo. Trabalhou desde criança na roça, com todo tipo de trabalho pesado, sem ter ninguém por ele, sem família, sem recursos, aprendendo a tirar do rio seu alimento. Dona Maria foi a próxima a se aproximar, porém bem mais fácilmente. Confesso que fiquei com raiva dos que me passaram o falso currículo, pois era a criatura mais doce e amorosa que eu havia visto. Era cristã batizada, e ficava sentada na cama durante o dia inteiro tentando ler sua velha bíblia, pois ambos haviam aprendido a ler há pouco tempo, e tinham muita dificuldade pela falta de prática e a vista cansada, e ficava na beira da janela não para fazer conjurações malditas como todos pensavam, mais para aproveitar a luz externa para ler sua bíblia. Passei a levar a dona Maria nos cultos onde eu ia pregar, e ela ficava feliz como uma criança.

Descobri que passavam necessidade. Eu também, pois dependendo da obra para viver, comia quando recebia alguma cesta básica.

Um dia, chegou um irmão com o carro cheio de compras, e eu fui guardando aquela farta compra com os olhos marejados, pois já estávamos sem nada, e meus três filhos comiam como toda criança em fase de crescimento. Quando todas as compras estavam guardadas e os irmãos tinham seguido de volta para casa, o Espírito Santo me disse: “Filho, estas compras não são suas, mais são para seus vizinhos que estão passando maior necessidade que você!”.

Deus deveria estar me testando, não era possível! O que eu e meus filhos iríamos comer? Porém, obediente, eu e as crianças batemos palma na casa dos nossos vizinhos, e eles nos receberam maravilhados. O fogão à lenha estava aceso e avia apenas feijão e um pouco de arroz no fogo. Voltamos para casa com uma estranha sensação, como se estivéssemos cheios de gás, e pudéssemos flutuar. Felizes por obedecer a voz de Deus.

Pela manhã, fomos surpreendidos com irmãos chegando em nossa casa com uma compra três vezes maior que a primeira, e com mimos infantis, como iogurte, leite, achocolatado etc.

Nossa amizade foi ficando maior, e cada dia, fui me sentindo responsável por eles. Dona Maria me acompanhava em todos os cultos e visitas. Seu Antônio me ensinou a pescar, me deu algumas galinhas já com pintinhos e o seu galo mais bonito. Eu o levei a primeira vez em um salão de barbeiro, e me assustei quando saímos de lá, havia um ser humano debaixo de todo aquele pelo. Começamos a ter uma vida em comunidade. Sempre que ele precisava de mim, as vezes para tarefas simples como discar um numero no telefone, pois eles tinham dificuldades até para isso, como passar a noite com um deles em um hospital, la estava eu, pronto para mais uma missão. Eles cuidavam da chácara quando eu viajava, e sempre que podiam me serviam com algo que produziam em sua humilde chácara.

Comecei a sentir um amor sobrenatural pelos dois, ao ponto que quando passava um dia sem vê-los, o dia não era o mesmo.

Porém meus demais vizinhos passaram a me excluir. Um deles até me xingou, por eu não ter dado ouvidos a instrução maléfica e diabólica que me deram a respeito do doce casal de velhinhos.

À três anos moro ao lado deles, e sempre recebo ovos, frutas, peixes e muito carinho desses dois anjos que moravam ao meu lado, e que muito me ensinaram sobre amor cristão. Estou cada dia mais aprendendo com eles a me alegrar com as coisas simples da vida, e dar valor aos anjos que Deus coloca em nossas vidas como um presente sagrado, e que muitas vezes não percebemos.

Sou grato a Deus por ter conhecido essas pessoas, que ao contrário da maioria, não estão ao meu lado por interesse, apenas gostam de estar ao meu lado, e isso é maravilhoso.

Pr. Max Pond