Pensamentos e pensadores

O Pensador de Rodin
O Pensador de Rodin

O Pensador de Rodin


Pequena imagem de homem debruçado em seu próprio queixo.

Embora muitas pessoas, críticos inclusive, acreditam que o homem de Rodam está refletindo, ou como diz o próprio nome como é conhecido, ele  está pensando,  na verdade ele está reflexivo quanto a situação atual de seu povo, sua gente, as crises e os pleitos.

Se o pensador tivesse sido criado nos dia atuais, estaria com mais roupas, comendo um “Big Mac”, com uma garrafa de “coca-cola” ao lado, pensando na atual conjuntura do cenário político, na crise dos Estados Unidos da América, na alta do dolar e na violência. De uma coisa estou certo, ele não estaria com essa aparência, mas talves arrancando os cabelos, com a mão no bolso (procurando dinheiro, é claro), em pé e não sentado, pois não teria tempo para sentar, e com uma cartela de Neusaldina, porque a dor de cabeça era grande com certeza. Imagine também que a possibilidade de não ter estátua nenhuma, pois a possibilidade de um traficante de obras de arte tê-la furtado também era um ponto a se pensar.

Mas engraçado mesmo sería se a estátua estivesse em Brasília,  de terno, com cara de feliz, uma cartão corporativo em uma das mão e uma tremenda cara de deboche dos trouxas aqui que pagam suas contas. O lugar? Câmara dos Deputados pode ser, ou  na casa da mãe Joana o que dá no mesmo.

Mas se estivesse aqui em casa, estaria de ouvidos tapados, para não ouvir o telefone tocando, e certo será credores me lembrando de alguma conta que foi jogada para frente para pagar outra, ou quem sabe para ignorar os pedidos de presentes de natal, que os apelos de marketing televisivos derramam sobre meus filhos o dia interinho, ou também para não escutar as notícias trágicas em que a conjuge estaria me dando a respeito do cartão de crédito (porque eu não tenho um corporativo), ou do cheque especial que estorou e não temos com o que fazer compras, que a geladeira está vazia e as crianças não tem o que levar para a escola, ah… a escola também é um problema, tem que pagar, né? ou ela estaria brigando mesmo, pois as mulheres de hoje não se cansam de brigas e desavenças. Como diriam meus amigos paraíbanos: “Ô mulherada Arengueira!” parece que não tem fim, pode acabar a saliva, mas assunto prá confusão tem em farta quantidade.

O fato é que o Pensador teve sorte de não ter sido produzido nos dias de hoje, primeiro porque teria uma ecrito bem atrás, onde se lía: ” MADE IN TAIWAN”,  Custaria R$1,99, quem comprasse pagaria R$2,00, porque a moça do caixa não teria R$0,01 de troco.

Mas vamos lá, vai ter que melhorar!

Afinal, brasileiro não desiste nunca!

Nostalgia

Mais um ano está chegando ao fim, e quão ligeiro ele foi, que impercebido passou bem aos nossos olhos. Não paresse que os anos são iguais? Ou antes são tão iguais que já nem percebemos mais a sua passagem.?

Percebi que as pessoas correm mais, pois me lembro que quando ainda era um pequeno garoto, as pessoas passeavam mais, se conraternizavam mais e mesmo na ausência de recursos modernos, ainda nos divertiamos 2 horas de ônibus para ir ao shopping ou ir de bicicleta para a casa de um amigo que morava  a uns 6 km de distância.

Os brinquedos eram mais simples, carrinhos de lata, um pneu e dois cabos de vassoura e tinhamos uma verdadeira maquina de dirigir. Os amigos também pareciam ser para sempre e apaixonar-se era nosso esporte favorito, e como nos apaixonavamos…

As casas eram menores,  eramos livres para correr, o mundo era nosso. Subir em árvores, desbravar novos lugares, corregos, rios e a própria cidade, que não tinha muita complicação em nada.

Lembro-me que por 1 Cruzeiro vendi meu primeiro beijo à pequena Fernanda, a primeira namorada, a primeira dança… as brincadeiras dançantes, ah… as brincadeiras dançantes.

Meu avô escutava jogo de futebol pelo rádio de pilha, no fundo de nossa casa, a luz da lua e ninguém tinha medo de nada. A única coisa que nos fazia medo de verdade, era as mentirosas estórias de trancoso, que os mais velhos contavam para nos intimidar e assim nos levar à cama no horário certo.

Meu muitos melhores amigos: Alessandro (batatinha), Márcio, Anderson, Maurinho… a vida sorria diferente naquele tempo.

Não posso deixar de falar das compras, onde entravamos em um dos únicos hipermercados da época, e quem conhece Brasília sabe, que era longe o supermercado, e lotavamos três carrinhos de gulosemas, bala Juquinha, Pirulito Pirocóptero, cigarros de chocolate, refrigerante caçulinha, Chush, Grapete, Mini-Chicletes, bala de leite Kids, Kichute, Conga, Bamba, fabrica de delícias. Biscicleta era “camelo”, ônibus era “buzú” e alguns anos depois “Baú”  ou “buzão”. Ter forme era “estar de rango”, comer era “rangar”, “bater um rango”, dormir era “morgar”, menino era “pivete”  e oi, como vai? Era “fala muleque bizonhento”

Escola Santa Rita de Cassia, Centro de Ensino Arco-Ires (CEAI), Instituto São José, Colégio JK, Gisno… educação a pulso, a ferro e fogo.

Podiamos assistir a desenhos sem medo, Pirata do Espaço, Space Gost,  Tutubarão, A Turma do Zé Colmeia, Corrida Maluca e Os Smorffs. Os seriados eram: Esquadrão Classe A, Super maquina, Flipper, Daniel Bonne,  Spectroman, Terra de Gigantes… tudo muito puro e sem maldade.

E as férias? Que passavamos ou no Ceará ou em Aracajú, e eram férias verdadeiras, quarenta dias de sol e praia, correndo atrás de uma bola ou pegando jacaré no mar sem poluição.

Meus Deus, que falta de um abraço. Quanto tempo não ligo prá ninguém prá falar bobagem?!? Onde estão meus amigos? Uns já se foram, talvés porque o mundo não os merecessem. Outros casaram, de filhos se tornaram pais, trabalhadores, atarefados.

Espero que Deus tenha miséricordia dos meus filhos, e que os livre dessa geração do Prosac e Diazepam, onde doença bipolar e maniacos depressivos são tão normais quanto assistir televisão. Que quando crescerem não se dediquem ao desespero, mas tenham ainda ar prá respirar, um riso prá se rir e amigos prá se alegrar, pois a velhice parece que já é incerta para nós, quanto mais para eles que receberão de herança um planeta estragado, e um povo doente que não sabe mais o significado da palavra amizade, onde não se trata os mais velhos de senhor e conversa de gente grande é assunto de político.

Não pense que acordei nostáugico demais, mas tenho que ser realista, pois não se sabe se quando crescerem ainda se lembrarão do som de um verdadeiro riso. Nostalgia também é uma forma de se manter vivo num mundo de crise; então… não é pecado lembrar de quando tudo era seguro e bem mais feliz.

Força meus filhos,

Força!

Vocês vão precisar!

Para que todos vejam a tua glória Senhor!